As vantagens de ser invisível

sábado, 21 de julho de 2012

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foi sem dúvida o livro mais intenso que li esse ano, e virou meu favorito.

Livro: As vantagens de ser invisível
Autor:
Stephen Chbosky
Editora
: Rocco
Número de páginas: 223

Classificação: # # # # #
4,5/5 (favorito)
 
Faz muito tempo que não posto nada sobre filmes ou livros aqui e achei que essa seria uma oportunidade única. Há tempos não encontro uma nova historia, e ontem tomei coragem para baixar ler qualquer uma dessas que estou querendo conhecer a tempos. E baixei li.

As Vantagens De Ser Invisível
o filme, foi um dos motivos que me levaram a ler o livro de mesmo nome. É engraçado porque agora estou esperando o filme estrear. O elenco conta com dois jovens atores que eu admiro muito, Logan Lerman (meu lindo que fez Percy Jackson, mais um dos meus personagens preferidos) e Emma Watson (Opa é a mione de Harry Potter, como juntaram esses dois meu Deus? *-*). Confesso que tenho uma boa expectativa para o filme, embora eu bata com a cara no muro muitas vezes quando as crio. Talvez seja hora de começar a não criar expectativas para as coisas.

Sobre o livro: 
Inicialmente eu fiquei revoltada, ao mesmo tempo é engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de "Charlie", um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, e isso me irritou, ele começa as 15 anos, afastado de todos, inocente de tudo. Eu acreditei que esses eram os fatos que me irritavam, mas não eram. O que realmente me irritou no momento inicial da leitura foi que quando parei para refleti percebi que eu era como o personagem, e a partir disso me coloquei no lugar do personagem a cada segundo como nunca.
Tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As extremas dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçadoras, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista e de quem esta lendo em fase de amadurecimento. O autor capta com emoção esse vaivém dos sentimentos e dos sentidos e constrói uma narrativa completamente vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário. As cartas às vezes íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, mostram um jovem em confronto com a sua própria história passada, presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco, o palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo e faz com que eu me pergunte se ele realmente não existiu ou existe.

O livro é uma narração de Charlie, por meio de cartas endereçadas a "Querido amigo". No principio ele pede para quem ele está escrevendo, que não tente identificá-lo, tanto que não coloca endereço de resposta e troca o nome das pessoas sobre quem conta. O que, no início, foi estranho, mas logo me acostumei e sentia como se as cartas de Charlie estivesem em mãos, como se elas fossem enviadas a mim, ansiosa pra saber o que estava acontecendo com ele, qual livro estava lendo pela segunda vez seguida, qual fita estava escutando, e se estava sendo infinito

Na verdade Charlie desaja que fiquemos curiosos com a vida dele, ele simplesmente a conta, como uma maneira de desabafar. Esse foi o detalhe que mais me agradou no livro, pois Charlie se tornou meu amigo, uma pessoa que desejo o bem, assim mesmo, puro e sincero, aprendi muito com ele. 
Falando da história em si, não citarei muitos nomes por talvez os mesmos nem serem verdadeiros. Charlie mora com seus pais e sua irmã, e tem um irmão que joga na faculdade. Não é de ter muitos amigos, na verdade, seu melhor amigo, Michael, comete suicídio. O que é retratado como passado na história, já que ele começa a escrever depois do ocorrido. Assim sendo, em uma nova fase de sua vida, Charlie procura por novos amigos, e acaba encontrando Sam e Patrick. 
E então a vida de Charlie muda verdadeiramente. Ele está acostumado a não participar muito das coisas e Sam e Patrick o fazem participar, levando-o a festas e apresentando novas pessoas. Mas mesmo assim, ele continua com seu jeito invisível, simples e encantador.
 
"Ele é invisível. (...) - Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende." - Patrick, sobre Charlie - página 48

Vocês perceberam que adorei Charlie, ele é um dos meus personagens favoritos com certeza (isso se não for o favorito). O livro levou 4,5 porque acho que o fim ficou... incompleto. Ou é só meu sentimento de tristeza com as poucas 223 páginas, eu sinto falta de algo, de verdade.
Expectativa para o filme às alturas, além do mesmo ser um clássico.


Durante a leitura, algumas músicas vão aparecendo, escrevi essa resenha escutando Asleep, dos Smiths. Ela passa o 'climinha' exato do livro e eu vou montar minha playlist assim que organizar todas as músicas citadas no livro.
Estou com o mesmo sentimento de quando fui escrever Subjetividade, por simplesmente não saber descrever exatamente o que senti mas as emoções nas auturas. Eu era uma pessoa antes desse livro, agora sou outra, aprendi muito com o modo observador e reservado de Charlie. Então, se você ainda não leu, não sabe o que está perdendo *frase clichê, mas a pura realidade*
Como detalhar muito a história faria o livro perder a graça, deixo alguns quotes que marcaram muito durante a leitura:


“Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa.
“Eu me sinto infinito.”

"Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas. E essa era ótima."

"Então, esta é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."

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