
Ele a perdeu. Ele a tinha por entre a palma da mão.. e deixou escapar.
Ela escapou como areia, de pouco em pouco. Até que não restava nada na mão dele.
Sentia que faltava algo – ela se sentia mais liberta do que nunca.
Liberta daquele nó na garganta, daquela dor no peito, daquela vontade nunca saciada.
Saudades – ele começou a sentir. De poder manipulá-la? De poder fazer o que quiser com ela?
Não. Saudades de saber que ela estava ali, saudades do que ela sentia por ele, saudades dos momentos bons, saudades de fazê-la sorrir.
Ele se arrependia de não ter percebido aquele sentimento antes.
Ela se arrependia de já tê-lo sentindo por ele.

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